
Quando você liga um torneio grande e vê alguém do top 50 soltando pancada de forehand, a curiosidade vem na hora: que raquete é essa, por que ele escolheu esse modelo e o que isso diz sobre o estilo de jogo dele
A verdade é que, olhando de fora, parece só uma questão de marca famosa e contrato milionário. Mas quando você aprofunda nos dados de ATP e WTA e nas características técnicas dos modelos mais usados, percebe um padrão muito claro: cada estilo de jogo tende a gravitar em torno de certas famílias de raquetes, com combinações específicas de peso, head size, padrão de cordas e flexibilidade.
Neste post vamos fazer exatamente isso, destrinchar as raquetes mais usadas no top 50 e por que cada estilo escolhe seus modelos.
Primeiro, entender quais marcas dominam o top 50 na prática. Depois, entrar em cada linha de raquetes que aparece o tempo inteiro no circuito e conectar essas escolhas ao estilo de jogo: agressor de fundo, contra atacador, sacador voleador, jogadora de spin pesado, all court que faz tudo. No fim, você vai conseguir olhar para a própria raquete e entender melhor quanto ela conversa (ou não) com o tênis que você quer jogar.
1: Quem domina o circuito hoje em termos de marcas
Antes de falar de modelos específicos, vale olhar o quadro geral. Mesmo que a estatística mais detalhada seja para o top 100, o padrão se repete no top 50: as mesmas marcas que lideram entre os cem primeiros dominam o grupo dos cinquenta principais.
1:1: Panorama no ATP
Um levantamento recente do site TennisNerd analisando o top 100 da ATP mostra que a marca mais usada no circuito masculino hoje é a Wilson, com algo em torno de vinte e seis a trinta e um jogadores nesse grupo, ou cerca de vinte e seis a trinta e um por cento de participação. Em seguida aparece a Head com aproximadamente vinte e quatro a vinte e cinco por cento, logo depois a Babolat com cerca de vinte por cento, e a japonesa Yonex com algo entre dez e quinze por cento. O restante é dividido entre marcas menores como Tecnifibre, Dunlop e outras.
Ou seja: somente Wilson, Head e Babolat respondem por perto de setenta a setenta e cinco por cento do top 100
No recorte top 50 esse domínio fica ainda mais evidente porque os atletas mais relevantes tendem a ter contratos com as gigantes.
1:2: Panorama no WTA
No feminino, o desenho é parecido, mas com mudanças interessantes. No top 100 da WTA, Wilson também lidera com algo entre trinta e um e quarenta e três por cento das jogadoras, seguida de perto por Yonex, que aparece com dezenove a vinte e nove por cento, Babolat vem na sequência, com cerca de onze a quinze por cento, e Head aparece em torno de oito a dez por cento.
Isso significa que, entre as cinquenta primeiras, você vai ver com muita frequência Blade e Ultra da Wilson, Ezone e Vcore da Yonex, Pure Drive e Pure Aero da Babolat, Speed, Radical, Gravity e Extreme da Head.
1:3: Por que essas marcas dominam justamente o top 50
Três fatores explicam esse monopólio na elite:
- Histórico e reputação de décadas em Grand Slams
- Investimento pesado em patrocínio de base, para fisgar o jogador ainda adolescente
- Linhas de raquetes consistentes, atualizadas sem mudar totalmente o DNA, o que facilita a adaptação dos profissionais
Um detalhe importante, que quase ninguém conta de forma clara: a maioria dos tops não joga com a raquete exatamente igual à que você compra na loja. Eles usam pro stocks e moldes antigos pintados com a cosmética atual, com peso, balanço e rigidez ajustados ao milímetro. Mas, mesmo assim, o DNA do modelo comercial continua ali: Blade continua sendo Blade, Speed continua sendo Speed e assim por diante.
2: Controle, spin, potência e tweener: como o estilo define o tipo de raquete
Se você pegar todos os modelos que aparecem o tempo todo na mão de tops de ATP e WTA e jogar em uma planilha por categoria, vão surgir basicamente quatro grupos:
- Raquetes de controle tradicionais
- Raquetes modernas de controle com um pouco mais de potência
- Raquetes de spin e potência para agressor de fundo
- Tweeners modernas, que equilibram tudo e dominam o mercado recreativo
Um estudo de mercado global mostra que as tweeners, esse meio termo entre potência, spin e controle, respondem por algo em torno de quarenta e um por cento das vendas. As raquetes puras de controle aparecem logo atrás, com cerca de trinta e cinco por cento de participação.
No circuito profissional, o recorte muda um pouco: no top 50 você vê uma predominância de moldes mais de controle, com cabeça menor, peso maior e flex mais baixo, mas sempre misturados a tecnologias que dão um pouco de potência extra e tolerância. Principalmente os jogadores que vivem de batida pesada de fundo buscam esse equilíbrio.
Para simplificar a leitura, vamos olhar as famílias mais presentes no circuito e conectar a cada estilo.
3: Wilson, a líder em Blade e Pro Staff para jogadores que vivem de precisão
Wilson é a líder histórica em número de Grand Slams conquistados com suas raquetes e mantém a maior base tanto no ranking masculino quanto no feminino.
3:1: Blade, a raquete do all court agressivo
A linha Blade virou sinônimo de controle moderno. Ela aparece o tempo inteiro nas mãos de jogadores que:
- Batem pesado de fundo mas gostam de sentir a bola na mão
- Entram na quadra para trocar direção com confiança
- Varrem a quadra inteira, defendendo e atacando com a mesma ferramenta
Dados recentes apontam a Blade 98 como o modelo Wilson mais popular no circuito, com endorsers como Stefanos Tsitsipas e Alex de Minaur no ATP e nomes como Paula Badosa e Amanda Anisimova no WTA, ainda que muitos usem moldes antigos com pintura atual.
O que faz a Blade combinar tanto com esse tipo de jogador
- Cabeça de 98 polegadas, que equilibra precisão e zona útil
- Padrões de corda 16×19 ou 18×20, permitindo que o atleta escolha entre mais spin ou mais direção
- Flex mais baixo em comparação com raquetes explosivas de spin, o que aumenta o conforto e o controle
No top 50, perfis de atleta que se encaixam muito bem nessa proposta são os all courters modernos: jogadores que contra atacam bem mas também gostam de comandar o ponto quando encontram a bola ideal.
3:2: Pro Staff, o controle clássico para quem gosta de sensação de “faca na manteiga”
A linha Pro Staff, eternizada por Roger Federer, continua viva no circuito como opção de máximo controle com peso considerável e perfil bem tradicional. Grigor Dimitrov, por exemplo, ainda aparece com uma versão ligada à Pro Staff RF e suas variações.
Essa família faz sentido para:
- Jogadores com técnica muito limpa
- Quem gosta de entrar na bola plana, com pouco spin excessivo
- Quem se sente à vontade com raquete mais pesada na mão
No top 50, ela tende a aparecer nas mãos de perfis mais clássicos, que utilizam slice, transição para a rede e timing perfeito.
4: Head, a casa de Sinner, Djokovic e dos controladores de ritmo
Head é a número dois em participação no ATP, com aproximadamente vinte e quatro a vinte e cinco por cento do top 100, graças a linhas como Speed, Radical, Gravity e Extreme.
4:1: Speed, a raquete do jogo completo em alta rotação
A família Speed é a vitrine da marca, principalmente com a associação a Novak Djokovic e Jannik Sinner, mesmo que eles usem pro stocks com outros moldes sob a pintura.
Por que tanta gente com estilo agressivo mas completo se encaixa na Speed
- Cabeça de 100 polegadas na versão MP, que oferece zona de contato generosa
- Perfil que mistura bom controle com capacidade de gerar spin e potência moderada
- Sensação mais neutra, que não empurra exageradamente o atleta para um jogo ultra agressivo, nem o limita a controle seco
No top 50, esse tipo de raquete geralmente está nas mãos de jogadores que:
- Gostam de acelerar tanto forehand quanto backhand
- Defendem bem e conseguem contra atacar com bola pesada
- Se sentem confortáveis em trocar altura e profundidade o tempo inteiro
4:2: Radical e Gravity, a escolha de quem gosta de variação e trajetória pesada
O Radical sempre foi vendido como raquete para quem faz de tudo um pouco: atacar, contra atacar, subir à rede. Já a Gravity mira o jogador que gosta de cabeça maior e muito controle de trajetória, com sensação macia.
Ambos aparecem em nomes de top 50 com características parecidas:
- Jogadores que trabalham muito bem os ângulos
- Quem gosta de bola com peso mas também de variações de tempo
- Atletas que não querem uma raquete explosiva demais, que descontrola a bola em troca longa
A Gravity, em especial, vem sendo associada a jogadores que gostam de colocar muita rotação e usar pequenas mudanças de altura e ritmo, sem perder direção.
4:3: Extreme, a Face spin agressivo
No feminino, a linha Extreme tem bastante presença com jogadoras que batem com muita rotação e buscam altura de bola e kick. No masculino, ela aparece mais em perfis que gostam de soltar o braço de fundo, principalmente em saibro, sem medo do spin excessivo.
5: Babolat, o império do spin puro com Pure Aero e da potência com Pure Drive
Babolat foi a marca que mais surfou a onda do tênis de spin pesado com a linha Aero, associada desde o começo ao jogo de Rafael Nadal, e, ao mesmo tempo, dominou o mercado de potência fácil com a Pure Drive.
5:1: Pure Aero, a raquete dos spin monsters modernos
A Pure Aero, nas versões mais modernas, aparece como raquete oficial de nomes como Carlos Alcaraz, Felix Auger Aliassime e Holger Rune na ATP e Leylah Fernandez na WTA, ainda que, de novo, muitos usem moldes antigos sob a pintura atual.
Ela é praticamente o retrato do agressor de fundo contemporâneo:
- Cabeça de 100 polegadas com formato mais aerodinâmico
- Padrão de cordas que favorece ângulo de saída alto e rotação intensa
- Perfil um pouco mais rígido e com bastante retorno de energia
Esse conjunto faz muito sentido para:
- Jogadores que constroem ponto com spin, altura e peso de bola
- Quem joga principalmente em saibro ou em superfícies médias, onde a bola quica alto
- Atletas que gostam de usar drop shot, ângulo curto e bolas que saem da quadra
No top 50, o perfil típico que escolhe Pure Aero é o cara (ou a jogadora) que quer mandar pesado sem perder a sensação de que a raquete segura a bola por tempo suficiente para moldar o golpe.
5:2: Pure Drive, a máquina de potência e winner de primeira bola
A Pure Drive talvez seja a raquete mais icônica de Babolat em termos de popularidade geral. Em guias de melhores raquetes para todos os níveis, ela continua aparecendo como referência de potência controlável, justamente por entregar muita saída de bola com um mínimo de esforço.
No circuito, ela se conecta muito bem com estilos que:
- Gostam de encurtar ponto com winner rápido
- Jogam agressivamente em quadras duras, entrando na bola na subida
- Atacam segunda bola de saque com intenção de fechar o ponto em duas ou três tacadas
Jogadoras da WTA com estilo ofensivo, como Sofia Kenin no auge, aparecem associadas à Pure Drive em diversas listas de raquetes usadas por pros.
5:3: Pure Strike, o ponto de equilíbrio controle agressivo
A linha Pure Strike é a resposta da Babolat para o jogador de controle agressivo, que se sente mais em casa com sensação próxima a Blade, Speed ou Vcore Pro, mas ainda quer uma pitada da identidade Babolat.
Ela aparece na mão de atletas que gostam de bater reto, trocar direção e usar mais precisão que rotação extrema. Dominic Thiem por muitos anos foi o rosto da Pure Strike, e hoje outros nomes do circuito seguem com versões associadas à linha.
6: Yonex, a escolha dos que querem sensação sólida e golpe limpo
Yonex vem crescendo muito tanto no ATP quanto no WTA nos últimos anos. No feminino, já é a vice líder em participação no top 100, e no masculino aparece como quarta força, mas em clara expansão.
O segredo está em duas linhas principais: Ezone e Vcore, com Percept como opção mais de controle puro.
6:1: Ezone, potência com conforto para o agressor que gosta de sensação macia
Ezone virou quase sinônimo de raquete moderna de potência confortável. A cabeça isométrica, marca registrada da Yonex, aumenta a zona ideal de impacto sem precisar de head size gigante.
Jogadores e jogadoras que se encaixam nesse perfil:
- Quem gosta de bater forte, mas sente o braço cansar com raquetes muito rígidas
- Agressoras de linha de base que entram na bola com convicção, mas querem um pouco de perdão nos dias ruins
- Atletas que usam muito o drive na subida, aproveitando a entrada de energia da raquete
Na WTA, nomes como Naomi Osaka e Jessica Pegula já foram associados à Ezone 98, e recentemente a campeã de Grand Slam Elena Rybakina fez parte do time Vcore, outro pilar da marca, reforçando a imagem Yonex entre as tops.
6:2: Vcore, spin inteligente para quem trabalha as linhas com capricho
A linha Vcore mira diretamente o jogador que ama spin mas também valoriza controle. Guias de melhores raquetes para spin destacam a Vcore 98 e a Vcore 100 como ferramentas ideais para gerar rotação sem perder precisão.
O tipo de atleta que se apaixona por Vcore costuma:
- Usar muito spin de forehand para empurrar o adversário para trás
- Trabalhar kick de saque para abrir a quadra
- Brincar com altura de bola e profundidade, sem virar refém de raquete explosiva demais
No top 50, esse perfil é muito comum entre jogadores e jogadoras que vivem de construção paciente, mas que, quando encontram espaço, mudam o ritmo com uma bola muito pesada.
6:3: Percept, o caminho Yonex para o controle absoluto
A linha Percept (antiga Vcore Pro) é a opção de controle puro da Yonex. Ela conversa com jogadores de toque, que valorizam feeling e precisão, e costuma aparecer mais em mãos de especialistas em variação, slice e jogo mais artesanal.
7: Tecnifibre, Dunlop e outras: nichos muito específicos dentro do top 50
Além das quatro gigantes, algumas marcas menores conquistaram espaço com raquetes muito bem resolvidas.
7:1: Tecnifibre e a combinação Medvedev, Swiatek
A francesa Tecnifibre cresceu muito graças a nomes como Daniil Medvedev e Iga Swiatek, que usam variações da linha TFight e TF40.
Essa família de raquetes é especialmente popular entre:
- All courters que gostam de controle com rigidez suficiente para bola pesada
- Jogadores e jogadoras que confiam muito na própria técnica e não precisam de ajuda exagerada da raquete
No top 50, Tecnifibre aparece nesse nicho de atletas com estilo bem definido: backhand sólido, capacidade de mudar direção com segurança e excelente leitura de jogo.
7:2: Dunlop, Diadem e outras marcas que buscam o espaço das gigantes
Dunlop ainda mantém alguns representantes, principalmente com linhas como FX e SX, focadas em potência e spin.
Diadem aparece como novidade no cenário feminino, com o patrocínio de Elina Svitolina e outras jogadoras.
Essas marcas ainda são minoria no top 50, mas mostram que há espaço para projetos de raquete muito bem feitos fora do trio de ferro Wilson, Head, Babolat e da ascendente Yonex.
8: Como cada estilo típico do top 50 escolhe sua raquete
Agora que você já viu o panorama por marca e linha, fica mais fácil conectar tudo a estilos específicos. Vamos pegar os arquétipos mais comuns na elite e relacionar com as famílias que aparecem com mais frequência nas escolhas reais.
8:1: Agressor de fundo com spin pesado
Aquele jogador ou jogadora que:
- Fica alguns passos atrás da linha
- Usa muita rotação para empurrar o adversário para trás
- Ganha ponto com peso de bola e ângulo
Tendem a preferir:
- Babolat Pure Aero
- Head Extreme
- Yonex Vcore em versões 98 e 100
Por que
- Essas linhas oferecem padrão de cordas e desenho de aro que favorecem ângulo de saída alto e contato com sensação de agarrar a bola
- A estrutura da raquete ajuda a transformar velocidade de braço em rotação sem exigir tanto esforço extra
- Em quadras lentas, essa combinação é mortal, principalmente no saibro
8:2: Contra atacador que usa a velocidade do adversário
Perfil clássico:
- Joga mais em cima da linha
- Usa muito bloqueio, contra ataque e mudança de direção
- Se apoia em leitura de jogo e antecipação
As famílias mais comuns aqui são:
- Wilson Blade
- Head Speed Pro ou MP
- Tecnifibre TFight
Por que
- Essas raquetes dão muito controle direcional, permitindo usar a própria energia da bola que vem do outro lado
- O peso e a estabilidade ajudam na defesa, amortecendo impacto de bolas muito pesadas
- O jogador sente confiança para arriscar linha e cruzado curto sem medo de que a bola saia voando
8:3: All court agressivo que faz de tudo um pouco
Pensa naquele atleta que:
- Saca bem
- Bate pesado de fundo
- Sobe à rede quando tem oportunidade
- Usa slice, dropshot, muda ritmo
Aqui aparecem muito:
- Wilson Blade e Pro Staff para os que gostam de sensação mais tradicional
- Head Radical e Gravity
- Yonex Ezone 98 e Vcore 98
Essas raquetes:
- Entregam equilíbrio muito bom entre controle e potência
- Não empurram o jogador para um estilo único
- Funcionam bem tanto na troca pesada quanto na transição para a rede
8:4: Sacador e voleador, raridade que ainda existe
Apesar de o tênis moderno privilegiar jogo de fundo, ainda existe o perfil que:
- Vive de primeiro saque agressivo
- Sobe muito à rede
- Usa slice e voleio como armas principais
Entre os tops que ainda flertam com esse estilo, aparecem:
- Wilson Pro Staff e algumas versões mais pesadas de Blade
- Head Prestige e algumas variações mais tradicionais de controle
- Modelos de Yonex com cabeça menor e foco total em hand feel
O motivo é simples: quem precisa do máximo de precisão de voleio, smash e slice não aceita raquete que quique demais a bola para fora
Controle absoluto e sensação de contato são prioridade máxima.
8:5: Estilos híbridos na WTA, potência e spin com controle
No circuito feminino atual, as jogadoras do top 50 misturam muito:
- Potência agressiva de primeiro golpe
- Defesa absurda em extensão
- Capacidade de mudar direção com o backhand firme
Não é por acaso que estatísticas recentes mostram Wilson e Yonex dominando, com Blade, Ultra, Ezone e Vcore aparecendo como linhas queridinhas das tops, e Babolat e Head completando o quadro com Pure Drive, Pure Aero e Extreme em jogadoras de spin pesado e jogo ofensivo.
Essas raquetes:
- Têm cabeça nem muito pequena, nem muito grande
- Equilibram conforto, potência e estabilidade
- Permitem jogar tanto dentro da quadra quanto alguns passos atrás, sem perda de desempenho
9: O que o amador pode aprender olhando as raquetes do top 50
Talvez você nunca vá usar uma Blade totalmente customizada com peso à frente, nem uma Speed com molde antigo exclusivo. Mas observar o padrão de escolha dos tops ajuda demais a tomar decisão mais racional na sua própria compra.
Alguns aprendizados claros:
- Quase todo mundo da elite joga com raquete relativamente de controle, mesmo quando a linha é vendida como spin ou potência no varejo
- A maior parte dos tops escolhe cabeça entre 97 e 100 polegadas, com foco em sensação e estabilidade, e não em ajuda extrema
- O estilo sempre vem antes da marca: primeiro o atleta entende a própria identidade de jogo, depois a marca constrói um molde que atenda aquilo
- Tweener muito explosiva, que ajuda demais no amador, quase nunca aparece pura na mão de profissional de ponta, justamente porque eles não precisam tanto dessa ajuda
E talvez a lição mais importante: não é porque seu ídolo aparece com uma pintura de Pure Aero ou Blade que aquela raquete específica, igual à da loja, vai encaixar para você. O que vale é a ideia por trás do modelo: mais controle, mais spin, mais potência ou mistura inteligente dos três.
Se você acompanha o circuito e gosta de reparar nas raquetes, usar essa lente de estilos ajuda a assistir tênis de outro jeito. Quando você vê um jogador do top 50 sacando com Ezone e outro defendendo com Blade, dá para entender melhor não só o que está saindo da raquete, mas as escolhas que foram feitas lá atrás, na base, que moldaram o tipo de jogo que cada um leva para a quadra hoje.
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